Todos os posts de Hans Lemm

Sobre Hans Lemm

Mackenzista, estudante de Engenharia Mecatrônica, amante da tecnologia.

Dinâmica das Populações e das Comunidades Biológicas – Parte 1

As comunidades de seres vivos são constituídas por populações de diferentes espécies, que se relacionam de diversas maneiras. Algumas espécies se alimentam de outras; algumas competem entre si; há também aqueles que vivem harmoniosamente. A dinâmica populacional é dependente dessas relações entre os seres vivos e eles mesmos, e também entre os seres vivos e o meio.

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A Segunda Lei de Mendel

A segunda lei de Mendel ou lei da segregação independente se assemelha à primeira lei. A primeira lei trata de um fenótipo somente, enquanto a segunda lei, trata de múltiplos fenótipos simultaneamente.

Mendel em um de seus experimentos estudou a transmissão combinada de duas ou mais características. Tomando em consideração a forma e a cor de uma semente de ervilha, que podem ser, rugosa/lisa e amarela/verde, Mendel decidiu criar dois parentais puros (relembrando, uma planta pura é aquela que nas gerações seguintes apresenta as mesmas características dos pais). Um parental apresentava sementes amarelo-liso, enquanto o outro, verde-rugoso. Cruzando pela primeira vez a geração dos parentais, os filhos tiveram sementes amarelo-liso. Mendel então deduziu que o as características amarelo e liso eram dominantes em relação ao verde e rugoso. Cruzando a geração dos filhos entre si, Mendel obteve 4 tipos de sementes: amarelo-liso, amarelo-rugoso, verde-liso e verde-rugoso, nas seguintes proporções: 9/16, 3/16, 3/16 e 1/16 respectivamente.

A Segunda Lei de Mendel

Com base nesse resultado Mendel concluiu que os alelos que determinam a cor da semente segregam-se independentemente dos alelos que condicionam a forma da semente. Um gameta com um alelo para a cor amarela pode conter tanto um alelo para a forma rugosa ou lisa em iguais proporções.

Segundo o livro “Fundamentos da Biologia Moderna” por Amabis e Martho,  a segunda lei de Mendel pode ser assim enunciada: Os fatores para duas ou mais características segregam-se no híbrido, distribuindo-se independentemente para os gametas, nos quais se combinam ao acaso. 

A Primeira Lei de Mendel

As leis de Mendel nos permitem determinar a probabilidade de uma geração apresentar determinado fenótipo.

A Primeira Lei de Mendel ou Lei da Segregação

Mendel, como dito em um post anterior, foi um monge que estudou botânica em grande parte de sua vida. Em um de seus experimentos, ele decidiu criar duas linhagens puras de ervilha-de-cheiro e cruzá-las para entender melhor a transmissão de características entre pais e filhos. A ervilha-de-cheiro pode variar em forma da semente, cor da semente, cor da casca da semente, forma da vagem, cor da vagem, posição das flores e a altura da planta. São de linhagem pura plantas que ao se autofecundarem geram descendentes exatamente iguais aos pais, tanto na primeira geração de filhos, quanto em qualquer outra geração resultante da autofecundação.

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A verdade do ponto de vista científico

A verdade científica não é como a verdade filosófica: a científica é contestável, e portanto, provisória. A ciência se baseia no empirismo para criar suas explicações para o mundo, isto é, a base para a formulação das leis na ciência é a observação da natureza através dos nossos sentidos e a criação de uma causa e efeito.

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Fundamentos da Genética

Para a humanidade sempre foi intrigante a semelhança dos filhos com os pais. Ao longo da história diversas culturas promoveram cruzamentos controlados em animais e plantas, conseguindo uma maior produtividade e/ou qualidade. Só no século XX, com o desenvolvimento da química, e dos microscópios, obtivemos as respostas para entender a transferência de características dos pais para os filhos.

Genética é a área da biologia responsável em compreender a transmissão de características de pais para filhos, ao longo das gerações, a chamada herança biológica.

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ECOLOGIA: Economia e Meio Ambiente

Sempre há alguém dizendo: “O problema é o capitalismo, o problema é o consumo, o problema é…”. “Se nós não mudarmos X, o mundo vai acabar!”. Daí vem o tsunami no Japão: “é o planeta se vingando”. Tudo isso está quase sempre presente nos discursos de ONG’s, ambientalistas, biólogos, etc. Será que o capitalismo, o consumo, o apocalipse, é o problema? A resposta é: sim e não. Sim, porque o consumo modifica o meio ambiente, e principalmente o consumo exagerado; não, porque para vivermos na nossa sociedade atual precisamos consumir alimentos, precisamos produzir, precisamos de carro, fogão, geladeira, computador, enfim, toda a tecnologia da sociedade moderna. Então como encontrar um meio termo nessa história toda?

Na conclusão do ensino médio, precisei fazer monografia sobre tema de minha escolha. Sempre fui apaixonado por tecnologia, pelo conhecimento e pelo meio ambiente; então pensei: “por que não fazer monografia que juntasse os três?”. E assim fiz.

O título da monografia foi: “Tecnologia, Sustentabilidade e Meio Ambiente – É possível o equilíbrio?”. Por que o meio ambiente é um tema tão contemporâneo? Qual sua importância, a sua necessidade? Nós vivemos em um modelo político-econômico capitalista – grande novidade – que se baseia no consumo para seu funcionamento. Tudo que é produzido pelas indústrias é proveniente da natureza, afinal, é assim que o capitalismo funciona do ponto de vista ecológico (em um resumo bem simplório):


A natureza se transforma em produto, que satisfaz uma necessidade, e uma vez que a necessidade é satisfeita, o produto se torna lixo.

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