ECOLOGIA: Economia e Meio Ambiente

Sempre há alguém dizendo: “O problema é o capitalismo, o problema é o consumo, o problema é…”. “Se nós não mudarmos X, o mundo vai acabar!”. Daí vem o tsunami no Japão: “é o planeta se vingando”. Tudo isso está quase sempre presente nos discursos de ONG’s, ambientalistas, biólogos, etc. Será que o capitalismo, o consumo, o apocalipse, é o problema? A resposta é: sim e não. Sim, porque o consumo modifica o meio ambiente, e principalmente o consumo exagerado; não, porque para vivermos na nossa sociedade atual precisamos consumir alimentos, precisamos produzir, precisamos de carro, fogão, geladeira, computador, enfim, toda a tecnologia da sociedade moderna. Então como encontrar um meio termo nessa história toda?

Na conclusão do ensino médio, precisei fazer monografia sobre tema de minha escolha. Sempre fui apaixonado por tecnologia, pelo conhecimento e pelo meio ambiente; então pensei: “por que não fazer monografia que juntasse os três?”. E assim fiz.

O título da monografia foi: “Tecnologia, Sustentabilidade e Meio Ambiente – É possível o equilíbrio?”. Por que o meio ambiente é um tema tão contemporâneo? Qual sua importância, a sua necessidade? Nós vivemos em um modelo político-econômico capitalista – grande novidade – que se baseia no consumo para seu funcionamento. Tudo que é produzido pelas indústrias é proveniente da natureza, afinal, é assim que o capitalismo funciona do ponto de vista ecológico (em um resumo bem simplório):


A natureza se transforma em produto, que satisfaz uma necessidade, e uma vez que a necessidade é satisfeita, o produto se torna lixo.

Portanto, a importância do meio ambiente é simples de ser justificada: nós dependemos dele para consumir, ou melhor, o consumimos, e nesse ato, geramos mais lixo, e esse é o motivo de ser um tema tão contemporâneo. Nessa linha, caminhamos para o fim de alguns recursos naturais. Em uma pesquisa publicada pela revista “New Scientist” em 23 de maio de 2007 (disponível aqui), estima-se que em média de 90 anos, quase todos os recursos minerais estarão esgotados. Nós sabemos que nem sempre esses cálculos estão corretos (afinal em 1970 a ciência dizia que o petróleo acabaria, sem dúvida, em 2000), mas uma coisa é lógica, e, portanto, irrefutável: uma hora os recursos naturais vão acabar, pois o tempo da terra para repor os minérios que consumimos é muito maior do que o ritmo do nosso consumo.

Acabar com o capitalismo não é solução para “salvar” o esgotamento dos recursos, além do mais, eu não conheço outra forma de alimentar 7 bilhões de pessoas na terra se não for através da produção em massa (bom, os alimentos não são bem distribuídos, tanto que há a falta na África, mas esse é outro assunto). Na verdade, o planeta nem precisa ser salvo, ele cuida de si mesmo. O problema é saber quem vai ser afetado com, por exemplo, a falta desses recursos minerais: nós. As nossas vidas giram em torno da tecnologia: um computador, uma TV, um carro, só existem graças ao capitalismo, e só continuarão existindo se encontrarmos formas para contornar o esgotamento dos recursos naturais. O caminho mais lógico e eficaz para essa história é através da criação de tecnologias de reciclagem. O planeta, por si só, já cuida de transformar lixo em matéria prima, através de um processo lento para o nosso tempo social. Nós precisamos investir é em tecnologias que encontrem formas para reutilizar o lixo, transformando-o em matéria prima para a indústria. Para que isso ocorra, existem algumas barreiras: a) financeiras: é muito mais barato manter o modelo atual, do que mudá-lo; b) tecnológicas: o desenvolvimento de novas tecnologias demanda tempo, e, portanto, dinheiro, sendo que o resultado nem sempre é o esperado. Hoje em dia, erroneamente, a maior parte do dinheiro investido de grandes empresas, na área de ecologia, é em medidas preventivas ao aquecimento global, um efeito que nem a ciência tem um consenso se é antropogênico ou não. 

A solução para os problemas que vamos enfrentar no futuro, no que diz respeito ao esgotamento de recursos naturais, reside na prática de medidas que transformem o lixo em matéria prima para a indústria. Não consumiremos menos daqui para a frente, pelo contrário, cada vez mais, à medida que a população mundial for crescendo. Portanto, é necessário investir mais em pesquisas.

Dúvidas e críticas? Comente.


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