Célula Animal e Vegetal

Como já dito, as células são as unidades estruturais e funcionais da vida. O primeiro nível de organização dos tipos de célula é o de separá-las em eucarióticas e procarióticas, isto é, que possuem ou não núcleo, respectivamente. Nesse post iremos tratar das células eucarióticas.

1. Células Eucarióticas: Animal e Vegetal

1.1 Célula Animal

A célula animal é constituída genericamente por: núcleo (composto por: cromatina, nucléolo, carioteca e poro); retículo endoplasmático granuloso; retículo endoplasmático não granuloso; peroxissomo; citosol; centríolo; microtúbulos; complexo golgiense; mitocôndria; ribossomos; lisossomos; membrana plasmática e centríolo.

Célula Animal

1.2 Célula Vegetal

A célula vegetal é constituída por: núcleo (composto por: cromatina, nucléolo, carioteca e poro); retículo endoplasmático granuloso; retículo endoplasmático não granuloso; peroxissomo; citosol; centríolo; microtúbulos; complexo golgiense; mitocôndria; ribossomos; lisossomos; membrana plasmática; centríolo; parede celulósica; cloroplasto e vacúolo.

Célula Vegetal

2. Citoplasma

O citoplasma é o espaço entre o envoltório celular e o núcleo. Ele envolve todas as organelas, o citosol e a membrana plasmática.

2.1 Membrana Plasmática

A membrana plasmática envolve a célula isolando-a do ambiente exterior. Ela é constituída por uma dupla camada de fosfolipídios que se movem livremente um sobre os outros, estando sempre em movimentação.  Devido a essa modificação constante da membrana plasmática, a estrutura foi denominada mosaico fluído. Também há na membrana plasmática proteínas e glicídios que constituem o glicocálix que protegem a célula.

2.1.1 Permeabilidade Celular

A membrana plasmática separa o conteúdo interno da célula do meio externo. Algumas substâncias atravessam com facilidade a membrana, outras têm sua passagem dificultada ou mesmo impedida. Essa capacidade de selecionar o que entra e sai da célula é chamada permeabilidade seletiva.

Quando uma substância atravessa a membrana sem a célula gastar energia, o processo é denominado transporte passivo. Já quando uma substância atravessa a membrana com gasto de energia por parte da célula, o processo é denominado transporte ativo.

2.1.1.1 Transporte Passivo

Há três formas de uma substância atravessar a membrana celular sem que a célula gaste energia para isto, que são: a difusão simples, a difusão facilitada e a osmose.

A difusão simples se trata da movimentação contínua e casual dos átomos, moléculas ou íons, que tendem a se separar de regiões mais concentradas para regiões menos concentradas.  Para que ela ocorra, a membrana plasmática tem que ser permeável à determinada substância e também deve haver diferença de concentração entre o meio interno da célula e o meio externo da célula.

Já a difusão facilitada ocorre quando há a utilização de proteínas transportadoras presentes na membrana plasmática para a passagem de substâncias. Isso ocorre pois nem todas as substâncias conseguem atravessar a bicamada de fosfolipídeos. Logo, quando a diferença de concentração entre o meio interno e externo da célula, as proteínas na membrana atuam como facilitadores para a passagem dessas substâncias, ou outras vezes capturando-as de um meio e levando-as para outro.

Além da difusão simples e facilitada, que envolve a passagem de solutos entre a membrana, há a osmose, que é uma difusão de solvente, no caso, a água. O citoplasma é um meio aquoso em que os solutos são as moléculas dissolvidas (glicídios, proteinas, sais etc.) e que o solvente é a água. Quando uma célula é colocada em um meio em que há mais solvente do que no meio interno da célula, a água tende a ir do meio MENOS concentrado em solutos para o meio MAIS concentrado em solutos, ou seja, no caminho OPOSTO da difusão facilitada e simples. Atenção à esse detalhe.  Quando se comparam duas soluções, a solução mais concentrada em soluto  é denominada hipertônica em relação à que tem menor concentração em soluto, enquanto a solução menos concentrada em soluto é denominada hipotônica em relação a que tem maior concentração em soluto. Se ambas soluções tiverem a mesma concentração, são denominadas isotônicas.

Uma célula animal em um meio hipotônico tende a inchar devido à entrada de água na célula, podendo até estourar se a diferença de concentração for muito grande. Em um meio hipertônico, uma célula animal perde água e murcha. Em meio isotônico nada ocorre. O mesmo ocorre com a célula vegetal, com a exceção de que a célula vegetal não corre o risco de estourar, pois há um envoltório extra à membrana plasmática que é a parede celulósica.

2.1.1.2 Transporte Ativo

Para a célula interessa manter, em alguns casos, a diferença de concentração de solutos. Como visto acima, naturalmente as diferenças de concentração tendem a se igualar. Então como a célula faz para impedir esse movimento natural? É através de mecanismos de bombeamento de partículas/moléculas que a célula consegue manter a diferença de concentração. Um bom exemplo são as bombas de sódio-potássio que mantém uma concentração de íons K+ no interior da célula maior que no meio extracelular e uma concentração de íons Na+ menor que no meio extracelular, GASTANDO energia no processo. O gasto de energia é o que difere o transporte passivo do transporte ativo.

2.2 Organelas Citoplasmáticas

Há no citosol diversas estruturas membranosas, denominadas organelas citoplasmáticas, cada qual com sua função.

2.2.1 Retículo Endoplasmático (presente na célula animal e vegetal)

É vasta rede de bolsas e tubos membranosos próxima ao núcleo, podendo ser de dois tipos: granuloso e não-granuloso. O granuloso contém ribossomos e atua na síntese de proteínas, enquanto o não granuloso não contém ribossomos e atua na síntese de ácidos graxos, de fosfolipídeos e de esteroides.

2.2.2 Lisossomos (presente na célula animal e vegetal)

Bolsas membranosas que contêm enzimas digestivas. São produzidas pelo complexo de Golgi.

2.2.3  Peroxissomos (presente na célula animal e vegetal)

São organelas membranosas que contêm diversos tipos de oxidases, enzimas que utilizam o gás oxigênio para oxidar substâncias orgânicas. Sua principal função é oxidar ácidos graxos que serão mais tarde utilizados na síntese de colesterol e de outros compostos importantes.

2.2.4 Mitocôndrias (presente na célula animal e vegetal)

São organelas responsáveis pela respiração celular. As mitocôndrias são delimitadas por duas membranas lipoproteicas. No espaço interno há um líquido viscoso, a matriz mitocondrial, que contém DNA, RNA, diversas enzimas e ribossomos.

A complexidade das mitocôndrias, o fato de elas possuírem DNA e sua capacidade de autoduplicação sugerem que elas são descendentes de antigos seres procarióticos, que um dia se instalaram no citoplasma de células eucarióticas. Essa explicação para a origem evolutiva das mitocôndrias (e também dos plastos) é conhecida como teoria endossimbiótica ou endossimbiogênese.

Em seres com reprodução sexuada a mitocôndria sempre é de origem materna. Apesar de os gametas masculinos possuírem mitocôndrias, estas se degeneram logo após a fecundação, de modo que todas as mitocôndrias do zigoto são descendentes das que estavam presentes no gameta feminino.

2.2.5 Complexo de Golgi (presente na célula animal e vegetal)

O complexo de golgi cuida do armazenamento de proteínas (muitas provenientes dos ribossomos do retículo endoplasmático granuloso), na modificação e também no transporte para locais extracelulares.

Em espermatozoides o complexo de golgi forma o acrossomo, uma grande vesícula com enzimas digestivas, que ocupa o topo do espermatozoide, que perfuram as membranas do óvulo durante a fecundação.

2.2.6 Plastos (presente APENAS na célula vegetal)

Apresentam três tipos: leucoplastos, cromoplastos e cloroplastos. Os leucoplastos são responsáveis pelo armazenamento de amido e estão presente em certas raízes e caules. Os cromoplastos são responsáveis pela coloração de frutos, flores e folhas, e sua função não é bem conhecida. Os cloroplastos ocorrem em células das partes iluminadas dos vegetais e são responsáveis pela fotossíntese. Eles tem cor verde devido ao pigmento clorofila. Os cloroplastos, assim como a mitocôndria, possuem duas membranas lipoproteicas, são preenchidos por um fluido, denominado estroma, em que há enzimas, DNA e RNA próprio, além de ribossomos.

2.2.7 Citoesqueleto (presente na célula animal e vegetal)

É uma estrutura intracelular composta por finíssimos tubos e filamentos proteicos que desempenham a função de:  definir a forma da célula e organizá-la, permitir a adesão da célula a células vizinhas e a superfícies extracelulares, e possibilitar o deslocamento de materiais no interior da célula. Além disso ele é responsável por diversos movimentos da célula.

2.2.8 Centríolos, Cílios e Flagelos (presente APENAS na célula animal)

Centríolo é um pequeno cilindro oco constituído de microtúbulos. A maioria das células eucarióticas, com exceção dos fungos e das plantas, contém um par de centríolos, orientados perpendicularmente um ao outro. Eles se localizam no centrossomo (centro celular).

Já os cílios e os flagelos são estruturas filamentosas móveis, responsáveis pela locomoção celular. Os flagelos executam movimentos oscilatórios que permitem a movimentação da célula, enquanto os cílios fazem um movimento semelhante ao de um chicote.

2.2.9 Vacúolos (presente PRATICAMENTE apenas na célula vegetal)

Os vacúolos armazenam substâncias, como: pigmentos, açúcares e até toxinas.

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4 comentários sobre “Célula Animal e Vegetal

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